Wednesday, August 18, 2004

F.

Vieste...
Fui eu quem o chamei
Foi imagem o que vi,
Não foi nela que me ative
Soubera no que pensar
Ficaste...
Da angustia que me enlaça,
Nada resta, nada sopra.
Não se tornaste estranho
Agora fizera parte.
Cantaste...
E então foi dia, assim.
No ar limpo como um limiar
Ah canta, canta sem razão,
Pesa tanto e a vida é tão breve
Tornaste...
A imensidão do que não é mar
E por não chorar chorava
Por tudo o que já foi pouco
E agora é nada
Deixaste...
Sob o luar de ver
Em que sonhos imersos são versos.
Da ultima dança vivida... Saudades de ti.