Monday, August 30, 2004

Segregados (S.)

Segregados pq me tomam? Escoria do meu ser, por que me afogam nestas demasias? Se for vida minha semelhante a tua, se o criador foi fonte de toda a nossa... Segregados eu lhes imploro, vinde minha alforria. Liberta ou condena-me a redenção do ser que não sou. Afaste-se do teu próprio eu sentido. Calada pureza resplandecente da fonte da nascer dos seres, em que, criador e criatura que se confrontam pela libertação de suas almas. Suplicas, não escuto mais tuas suplicas. Proclames que anunciam a vinda daquele que se glorificou ao partir. Não lhe faço cortejo, não desejo sua corte. Abrindo os braços ao vento que se lança ao sul, engasgado com as madeixas que insistem em voar, eu apenas deito, e componho-me, dos grãos desta terra. Pela santificação do meu egocêntrico dever comum, não pelas punições e privações do paraíso, Mãe amada, declaro que me rendo. Segregados pra onde me levam? Se fores bem dito coração que insiste por minhas veias pulsar... Deixe-me!

Wednesday, August 18, 2004

F.

Vieste...
Fui eu quem o chamei
Foi imagem o que vi,
Não foi nela que me ative
Soubera no que pensar
Ficaste...
Da angustia que me enlaça,
Nada resta, nada sopra.
Não se tornaste estranho
Agora fizera parte.
Cantaste...
E então foi dia, assim.
No ar limpo como um limiar
Ah canta, canta sem razão,
Pesa tanto e a vida é tão breve
Tornaste...
A imensidão do que não é mar
E por não chorar chorava
Por tudo o que já foi pouco
E agora é nada
Deixaste...
Sob o luar de ver
Em que sonhos imersos são versos.
Da ultima dança vivida... Saudades de ti.