Friday, July 02, 2004

... (.)

Está escuro, os calcanhares tocam o solo.
Por que estou deitado no chão?
Sei que, ando até a porta da sala,
Não consigo ver nada, nem porta, nem sala.
Se nessa há porta, deveria ter achado,
Apalpo a parede, direita, esquerda, canto.
Paro, respiro, deito, e vejo... nada, nem porta, nem sala.
Terceira vez que levanto desse chão, atrás dessa porta
Não, quarta vez, as costas até gostam de doer
Não consigo ouvir nada, penso assim que respiro.
Continuo cego, deitado, sem porta.
É bom estar em casa.